Quer que o seu filho coma? Dê autonomia a ele!

Ter um filho que “coma bem” é um desejo para a maioria das famílias! Em geral, os alimentos que as crianças mais rejeitam são as verduras, verdinhas e com um gosto não tão adocicado! Tudo que é verde parece que gera uma repulsa nos pequenos. Já até ouvi uma explicação para isso. Seria algo natural do ser humano rejeitar os alimentos mais amargos porque, há muuuuuito tempo atrás, isso era uma questão de sobrevivência: o nosso ancestral poderia estar comendo uma planta letal. Porém, hoje já conhecemos que esses alimentos não matam (apesar de alguns conterem agrotóxicos é isso não ser nada bom para a saúde), mas as crianças continuam rejeitando a salada, amarga ou não.

Já contei aqui um pouco de como tem sido aqui em casa. A seletividade da Manu está aflorada e aquele bebê que comia de tudo hoje se resumiu a umas cinco ou seis hortaliças, principalmente os legumes. Verduras? Muito ocasionalmente!

Não reclamo porque ela ainda é uma criança que come bem em geral. Se em uma refeição, ou mesmo em um dia, come muito de um determinado tipo de alimento, parece que espontaneamente ela compensa isso em outro momento. Mas, como toda mãe normal, gostaria que ela voltasse a comer outros alimentos.

Aí, ontem, chamei a Manu na hora do jantar para fazermos algo diferente. Deixei todos os alimentos na bancada, cada um em uma travessa com sua respectiva colher e avisei que iríamos fazer um “restaurante”. Nesse restaurante, ela iria se servir. Antes, pedi que ela ajudasse a me servir. Enquanto eu segurava o prato, ela pôs alface, brócolis, arroz, feijão, farofa e carne moída para mim. Aí, veio o prato dela! Juro que não insisti em nada. A princípio, ela disse que não queria o brócolis, só o alface (já achei legal!). Aí mudou de ideia e pegou os dois (aliás, um monte), e tudo mais, exceto a farofa.

Dei os talheres para ela arrumar a mesa para nós duas e levei os pratos. Qual não foi minha surpresa quando ela começou a comer com a maior naturalidade! Tudo! Sem o discurso típico de “não quero isso” ou “não gosto mais daquilo”. Ficamos conversando sobre o dia na creche e limpou o prato! Bateu um orgulho inevitável por dentro, mas tentei não fazer um grande carnaval.


Um cutucão que ela me deu, sem saber, foi ter me falado que ela sempre se serve na creche. Que besta eu sou! Eu sabia disso! Eu estímulo isso nas outras famílias e aqui eu normalmente estava montando o seu prato, deixando só uma ou outra preparação disponível à mesa para ela pegar mais à vontade. O nome disso é autonomia! Acreditar que a criança é capaz de fazer suas escolhas faz parte do ato de educar. Claro que, muitas vezes, não é fácil. Talvez, aqui em casa, amanhã seja diferente. Hoje, estávamos em um clima de mais tranquilidade e sem o estresse que às vezes acontece.

E se a criança não quiser pegar o que a gente gostaria? Faz parte da verdadeira autonomia. Aí, cabe a nós o exemplo, o acompanhamento na hora da montagem do prato (auxiliar a não encher o prato com um ou dois tipos de alimento, pois poderá repetir depois), estimular a experimentar, conversar sobre a alimentação… Tem muito a ser feito em vez de brigar, forçar, insistir, punir e barganhar. Afinal, de que adianta uma refeição forçada hoje que poderá vir seguida de uma rejeição ainda maior no futuro, quando não estiverem mais sob os nossos olhos?

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Categorias:Experiências e Vivências

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  1. Introdução alimentar: quanto o bebê precisa comer?

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