Bebê pode comer… mel?

E, afinal, a partir de qual idade o bebê pode começar a usar esse produto?


Dentre os alimentos que não devem fazer parte dos primeiros meses de alimentação do bebê está o mel! E você sabe qual o motivo dessa restrição? 
Segundo o Ministério da Saúde, o consumo de mel deve ser evitado no primeiro ano de vida. Apesar de suas propriedades medicinais, o mel pode conter esporos de Clostridium botulinum. Esses esporos são extremamente resistentes ao calor e, portanto, não são destruídos pelos métodos usuais de processamento do mel. O consumo do mel contaminado pode levar ao botulismo, devido às condições apropriadas no intestino da criança para germinação e produção da toxina. 

E depois de completar um ano de vida… Está liberado? O mel é um produto extremamente complexo e com composição variável em função das plantas/flores de origem. Ele é um alimento cuja utilização data de 8 mil anos atrás. O mel possui comprovadamente efeitos anti-bacterianos, antioxidante e anti-inflamatório, além de existirem relatos de outros benefícios. Quanto à sua composição nutricional, ele possui cerca de 84% do seu peso em carboidratos, principalmente a frutose e, depois, a glicose, que são dois tipos de açúcar simples (absorvidos bem rapidamente).  Também possui pequenas quantidades de minerais e vitaminas: 100g de mel tem 10mg de cálcio, 0,3mg de ferro, 5,5mg de magnésio, 3,9mg de fósforo, 0,7mg de vitamina C e 0,1mg de vitamina B1.
Tendo em vista que o seu principal componente é o açúcar, já fica mais claro que, sob essa justificativa, vale a pena evitá-lo, pelo menos, até o segundo ano de vida da criança. Mesmo tendo efeitos medicinais, seu uso constante e frequente poderá ter efeitos semelhantes ao uso do açúcar: o paladar ficará acostumado ao sabor mais adocicado desde muito cedo, além de aumentar a predisposição de cáries e o risco de obesidade. O seu principal componente, a frutose, está sendo associado com a epidemia de obesidade, além de provocar a resistência à insulina (por isso que criticamos muitas vezes as formulas infantis que usam frutose na sua composição).

Então, seria o mel um alimento ruim? Não! Aliás, é muito complicado classificar os alimentos como bons ou ruins. As informações que trago nesse texto são para refletirmos que, usar o mel como um adoçante na alimentação de bebês, não é uma boa ideia simplesmente porque bebês não precisam de alimentos que sejam acrescidos de algo que os deixem mais doces. Ele não precisa de abacate com mel, por exemplo. Ele pode comer somente o abacate. Ou somente o iogurte, a banana com aveia etc etc etc. Como já falei aqui no site diversas vezes, quanto mais demorarmos para apresentar os sabores extremamente adocicados ao bebê, melhor para a sua saúde.

Depois dos dois anos, use o mel como um substituto de açúcar, ou seja, também em quantidades pequenas. Se você gosta, ele também é um ingrediente de remédios caseiros é isso não é problema (pois a criança só vai usar em momentos específicos). Assim, você irá se beneficiar das suas propriedades medicinais sem promover uma alimentação rica em açúcar. E, sempre é importante lembrar: quem possui uma alimentação variada e que tenha como base alimentos in natura ou pouco processados já estará, naturalmente, com uma saúde melhor, sem a necessidade de usarmos um alimento em específico como remédio.

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