Minha experiência com os carregadores

Há alguns anos atrás, ver uma mãe ou um pai carregando o seu filho, que não fosse diretamente no colo, era mais comum os modelos chamados cangurus. Hoje em dia, entretanto, já podemos ver na rua de forma muito mais frequente bebês sendo carregados em slings e cada vez por muito mais tempo. Wrap, argola, pouch… São muitos os modelos, mas que possuem características em comum: sustentar o bebê de forma ergonômica, facilitando a amamentação, contribuindo para o vínculo mãe-filho, deixando o bebê mais calmo e promovendo também liberdade à mulher. Ao contrário de muitos cangurus existentes no mercado, o sling, quando bem utilizado permite que o bebê fique na posição adequada para coluna, quadris e pernas. Os cangurus, em geral, deixam os bebês pendurados pela pelve.

Eu comprei um sling de argola antes mesmo da Manu nascer. Não tinha a menor experiência e pesquisei muito. Me dei conta de que argola e wrap eram os mais utilizados, sendo que o último dependia de uma amarração aparentemente complexa. São cerca de 5 metros de tecido que, sendo bem preso ao corpo do adulto, sustenta o bebê. Fiquei com medo de não dar conta de fazer a amarração correta e, assim, optei pelo de argolas, que possui bem menos tecido e exige menos de quem o utiliza. Teoricamente, é só colocar e ajustar a altura e o quanto o bebê ficará próximo ao seu corpo.

Ainda recém-nascida, tentei colocar a Manu no sling e percebi que não era tão simples assim. Um bebê tão novo é todo molinho e eu não conseguia colocá-la sem me embananar toda e, em especial, sem deixá-la nervosa.

Com um mês de vida, fomos a uma slingada no Espaço Nascente e encontrei um anjo chamado Rosângela Alves, proprietária do Sampa Sling, que me ensinou a colocá-la adequadamente. Parecia mágica. Manu não chorou! Pelo contrário, ficou super calma!

Empolgada, vi um modelo chamado MotherSkin que era praticamente uma blusa, onde eu acomodava a bebê e somente prendia com botões as extremidades. Levei também!

Usava o MotherSkin algumas vezes. Só não usava mais porque não conseguia amamentar direito nele e, como a Manu mamava sem parar, às vezes não era tão produtivo. Com isso, fui deixando o de argolas de lado porque estava adquirindo tendinite nas duas mãos, o que tornava muito doloroso fazer o ajuste.

Conforme a Manu crescia, o MotherSkin tornava-se pequeno e quente e voltei a insistir no de argolas, mas sempre um pouco temerosa de ficar pondo e tirando.

Até que uma amiga me emprestou um wrap. Com muito vídeo no YouTube, aprendi a amarração básica. Com mais alguns outros vídeos, tentei encaixar a Manu. E não é que deu muito mais certo? Numa das primeiras vezes, fomos ao Cinematerna no shopping e superei o medo de tirar e recolocá-la no sling fora de casa. Manu estava com quatro meses na época.

Depois disso, ganhamos liberdade! Como nunca fomos muito adeptas ao carrinho (e eu não dirijo), o sling melhorou muito a nossa vida social: durante a licença saíamos de casa praticamente todos os dias e ela era capaz de ficar mais de duas horas seguidas entre sonecas, mamadas e curiosidade com o seu redor. Não sei definir bem qual o mecanismo que tornou a Manu bem mais tranquila: se foi estar em maior contato com o mundo, se foi ficar mais juntinho de mim ou se foi ter uma mãe mais alegre e segura. Pode ser o conjunto de tudo isso também.

Usamos o wrap até seus 20 meses, mais ou menos e, inclusive, foi nosso parceiro na primeira viagem internacional da Manu para a Argentina. Depois disso, “evoluímos” para o Mochilik, que é bastante semelhante ao importado Ergobaby, com a diferença de que este é um produto nacional fruto de empreendedorismo materno. Hoje, com menor intensidade porque ela adora andar, ainda o usamos para caminhadas estratégicas em que ela se cansou. E será carregada até quando for possível! Recomendo!

Para quem está se habituando a usar, alguns conselhos de quem só é praticante:

  • Não tente colocar seu bebê no sling quando ele estiver nervoso ou com fome, principalmente se ele ainda não estiver acostumado. Provavelmente, será trabalho perdido!
  • Nas primeiras vezes, coloque o bebê e caminhe! Isso ajudará que se acostume!
  • Se, depois de alguns minutos, o bebê transparecer desconforto, deve ser sinal de que ele não está bem colocado. Então, retire-o, acalme-o e, somente depois, tente de novo.
  • Não deixe o rosto tampado. Isso pode causar sufocamento.
  • Dê sustentação para as costas, principalmente para os mais novos. Para isso, é fundamental que o pano esteja bem ajustado.
  • Não sabe a altura ideal para manter o bebê? Meça uma distância que consiga beijá-lo.
  • Ainda assim, não está funcionando? Busque ajuda! Nada como uma orientação ao vivo para tirar todas as dúvidas!
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Categorias:Experiências e Vivências

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