Desafios da amamentação: não basta ser pai… tem que participar!!

No final do semestre passado, fui responsável por uma disciplina do programa de pós-graduação de Nutrição em Saúde Pública da USP chamada “Intervenção Nutricional Educativa”. Em um dos trabalhos propostos, foi pedido que os grupos elaborassem textos para serem veiculados pela web que contribuíssem para a promoção da amamentação, mas direcionada à outro público que não seja o materno. Os alunos concordaram que eu divulgasse os resultados. Essa série de textos chama-se “Desafios da amamentação”.

Esse é o primeiro que vou compartilhar, das alunas e nutricionistas Josane Cristina S. S. Alexandrino, Kamila Tiemann Gabe, Livia Casagrande Salvador e Luciana Alves Cangerana Santiago.

Boa leitura!

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Esta imagem é de autoria das alunas Ana Flávia Martins, Anna Fragoso, Cristiane Tavares, Jéssica Moraes e Tarsis Maia

Este texto é destinado a você, pai (de primeira viagem ou já experiente) com um bebê em idade de amamentação. Você sabe os benefícios da amamentação? Reconhece o seu papel neste contexto? Neste texto, iremos abordar estas questões referentes à amamentação…

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o aleitamento materno deve ser mantido em exclusividade até os seis meses de idade e seguido até os dois anos ou mais. O leite materno contribui para a formação do sistema imunológico da criança e tem um efeito protetor, em longo prazo, contra a obesidade, algumas formas de alergias, linfoma, diabetes, doenças cardiovasculares e do aparelho digestivo.

O leite materno constitui o melhor alimento para o recém-nascido, mas a importância da amamentação não se limita à questão da saúde infantil. É também um momento único, no qual mãe e filho iniciam um processo que se prolonga por toda a vida e estabelecem as bases para uma relação emocional saudável.

Contudo, o ato de amamentar pode parecer responsabilidade exclusiva da mãe, mas a presença e o apoio do pai nesse momento são cruciais para garantir não só o sucesso da amamentação, mas também o vínculo entre a tríade mãe-pai-bebê. O pai que apoia a mãe neste momento é capaz de proporcionar mais segurança e confiança a ela e, consequentemente, ao bebê. O apoio paterno pode ir muito além do simples ato de incentivar a mãe a dar o peito ao bebê. O pai deve fazer parte desse momento, mostrando, seja com palavras ou ações, à companheira que ele também está nesse barco.

Um sinônimo de apoio neste momento é o incentivo ao descanso e ao autocuidado da mulher. Um bom descanso é essencial para a produção de leite materno e também para que o momento de amamentar seja algo prazeroso ao invés de um fardo. Ofereça condições para que a mãe se alimente adequadamente, tome banho e durma com tranquilidade.

Embora possa parecer simples, amamentar pode envolver muitas dificuldades práticas, que costumam causar insegurança na mulher. Uma forma do pai participar é sendo parceiro dela na busca de soluções adequadas para qualquer problema que surgir, seja estudando, lendo, buscando auxílio de profissionais da saúde para encontrar sugestões que poderiam melhorar a prática. Dessa forma, o desafio passará a ser do casal e não apenas dela.

Portanto, pais, incentivem e apoiem suas companheiras na amamentação de seus bebês, pois esta é a melhor forma de transmitir saúde, segurança e bem estar aos seus filhos e fortalecer o vínculo familiar.

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