Como levar um filho APLV em festas

 

Quem tem filho alérgico, bem sabe o que significa receber um convite a uma festa. Já vem à nossa cabeça a cena dele comendo algo que não poderia e tendo uma reação. Ou chorando por não poder comer o salgadinho igual aos amigos. Mas não precisa ser assim! A criança alérgica, antes de tudo, é uma criança e precisa desses momentos de socialização.   

É claro que existem alergias com diferentes intensidades e gravidades. Então, o cuidado precisa ser maior, dependendo da situação. Mas isso não a impedirá de participar da grande maioria dos eventos sociais da família e dos amigos. 

O primeiro ponto é conversar com a criança sobre a sua restrição. Acho que entre 15 e 18 meses já ia mostrando para a Manu, de uma forma bem simples, que alguns alimentos ela não poderia comer. Conforme a criança cresce, a explicação precisa ir se tornando mais completa. Também é fundamental ir trabalhando com o seu filho que ela não deve aceitar nenhum alimento ou bebida de outras pessoas (e nem falo estranhos pois qualquer amigo que não domine a restrição pode lhe oferecer algo proibido). Falando de uma forma objetiva, simples e carinhosa, eles tendem a entender e serem parceiros nesse cuidado.

Outro ponto importante: busque informações sobre a festa. Se é um aniversário de criança, em buffet ou em casa, já sabemos o padrão de salgadinhos, sanduíches, sucos, refrigerantes, bolo e docinhos. Normalmente, nessas festas a Manu somente come a pipoca e o suco, se for natural (mesmo refrigerante e sucos artificiais não tendo leite, esses são alimentos que não fazem parte da sua alimentação). Se você tiver um pouco de intimidade com quem os convidou, vale a pena perguntar de uma forma empática e honesta o que será servido. Já fiz isso algumas vezes quando fomos convidados para um almoço. Vai que o prato único é estrogonofe!

Independente do cardápio ser totalmente contra-indicado ao seu filho, dá para participar do evento. Se for um almoço ou jantar, procuro levar algo que represente essas refeições para ela. Geralmente, se já tem algo pronto, faço uma marmitinha e levo gelada em uma bolsa térmica. Caso tenha que preparar, uma boa macarronada à bolonhesa e alguns legumes, como salada, já resolvem o problema. Por isso, é bom sempre ter molho congelado em casa. Daí, é só cozinhar a massa. Quando é aniversário, eu levo alguns petiscos. Hoje, o repertório está aumentando! Então, dá para levar mini-esfihas, hambúrguer, pasteizinhos de frango, quibe assado, falso pão de queijo, salada de fruta, docinhos, bolo, suco… 

Claro que você não precisa levar tudo isso. Geralmente, eu levo uma ou duas opções de alimentos “salgados”, suco e o bolo (esse NUNCA pode faltar porque é um ritual cantar o parabéns e depois comer bolo). Lembre-se: principalmente em festas de crianças, eles curtem brincar mais do que qualquer coisa. Comida é só um detalhe. Então, deixe seu filho se divertir bastante!

Um cuidado importante é dar uma refeição antes de saírem de casa. Normalmente, os convites de festas que envolvem almoços ou jantares são de horários mais tarde do que as crianças costumam comer. Então, ela come antes de sairmos. Se for no meio da tarde ou de manhã, procuro dar um lanche bem reforçado. Assim, mesmo que não coma durante a festa, ela estará sem fome (e com bom humor).

Soltar ou não soltar a criança ao chegar na festa? Essa é uma questão importante é que merece o maior cuidado. Se você tem certeza que seu filho já consegue se cuidar e negar qualquer alimento impróprio, tudo bem. Mas, geralmente não é fácil. Quanto maior a festa (com mais pessoas), maior o risco. Eu procuro, bem sem querer, ir falando para as pessoas que ela não pode comer qualquer coisa (e deixo claro o nome “alergia” e a “reação” pois isso costuma deixar as pessoas mais alertas). Quando existir um serviço profissional de buffet, aviso aos garçons para não darem alimentos a ela (facilita muito nessa hora ter uma filha ruiva… todos sabem facilmente de quem estou falando). Mas, mesmo com todos os recados, eu não a perco de vista ainda, pois já tive que avançar em pessoas no momento em que estavam oferecendo algo a ela. Infelizmente, acontece! Acho que somente relaxo em ambientes veganos!

Festa é momento de descontração e de alegria. Deixe que essas característica sejam mais fortes do que a restrição alimentar. Valorize sempre para o seu filho (e para você mesma) tudo aquilo que ele pode fazer! E boa festa!

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Categorias:Experiências e Vivências

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  1. Torta vegetariana (e para APLV)

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