O que tem de especial no Dia das Crianças?

Por Viviane Laudelino Vieira

Que a data de 12 de outubro é mais um momento em que o comércio e a mídia incentivam o consumismo, apoiando-se nos sentimentos dos pais de querermos mostrar aos seus filhos o quanto são especiais, todos já sabemos. Mas, então, como agir diante de propagandas na TV, milhares de pessoas nas lojas e vendedores  nos abordando?

  
Não vejo como sendo errado quem faz questão de presentear as crianças. Admiro muito mais quem consegue realmente agir contrário à maioria, simplesmente tratando, com naturalidade, como mais um dia qualquer.

Na nossa família, Manu ainda é pequena para captar o quão sedutora é essa data. Mas a nossa rotina ajuda a não pilhá-la. A creche não valoriza a comemoração, não vemos tanta TV e, muito menos, propagandas e também não curto passeios em centros comerciais. E não veja isso como ser esnobe. É uma opção que me deixa curtir mais a família. Já passamos quase o dia todo separadas, então gosto de mais tranquilidade nos momentos em que estamos juntas (mesmo que, segundo a percepção do marido, eu ainda não pare quieta). 

Mas, voltando ao 12 de outubro, escolhi sim um presente para ela, tal como os avós e os tios fizeram. Provavelmente, trago muito das lembranças da minha infância, quando ganhávamos presentes em três datas do ano: aniversário, dia das crianças e Natal. Aqui, ainda é aniversário da avó e, como cada um mora em um canto, são poucos os momentos de reunião. Foi um feriado onde fomos ao parque, ao teatro, jogamos bola, brincamos no balanço, comemos juntos, as crianças bagunçaram até tarde. Agora, a pequena dorme entregue depois de chorar um pouco após a despedida do primo. Sinal de que estava feliz e já expressa com tristeza a separação.

O brinquedo isolado não provocaria todas essas experiências e sensações. O presente, como uma substituição do carinho, é quase uma ofensa. E, mais do que isso, um carinho que se mede conforme o preço e a quantidade. É em um momento como esse em que expressamos às nossas crianças os nossos valores. Somos responsáveis diretos pelos adultos que eles serão. Mesmo com presentes, vamos valorizar mais a nossa presença com os pequenos. É surpreendente como eles precisam de muito pouco (financeiramente, falando) para ficarem felizes!

E você? Tem uma imagem gostosa para mostrar ou história para compartilhar desse feriado? 

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Categorias:Experiências e Vivências

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